28 de fev. de 2025

O Salmo 23: Um Guia para a Jornada da Vida.

O Salmo 23, um dos textos mais conhecidos e amados da Bíblia, é um farol de esperança e conforto que ilumina os caminhos da vida. Através da metáfora do pastor e suas ovelhas, o salmista Davi nos presenteia com lições atemporais que podem ser aplicadas em nosso dia a dia, guiando-nos em meio aos desafios e incertezas.
1. Confiança e Dependência: "O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta." (Salmo 23:1)
A primeira lição que o Salmo 23 nos ensina é a importância da confiança e dependência de Deus. Assim como as ovelhas dependem do pastor para guiá-las e protegê-las, nós também precisamos reconhecer que Deus é o nosso guia e provedor. Ao depositarmos nossa confiança Nele, encontramos segurança e paz, sabendo que Ele cuidará de nossas necessidades.
2. Descanso e Refrigério: "Em verdes pastagens me faz repousar; conduz-me a águas tranquilas." (Salmo 23:2)
A vida moderna, com seu ritmo acelerado e cobranças constantes, muitas vezes nos leva ao esgotamento físico e emocional. O Salmo 23 nos lembra da importância do descanso e do refrigério. Deus nos convida a encontrar momentos de paz e tranquilidade em Sua presença, onde podemos renovar nossas forças e encontrar alívio para as preocupações.
3. Orientação e Direção: "Guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome." (Salmo 23:3)
Em meio às encruzilhadas da vida, podemos nos sentir perdidos e inseguros sobre qual caminho seguir. O Salmo 23 nos assegura que Deus nos guiará pelas "veredas da justiça", ou seja, pelos caminhos retos e seguros. Ao buscarmos a orientação divina, podemos tomar decisões sábias e evitar os perigos que nos cercam.
4. Proteção e Segurança: "Mesmo quando eu andar pelo vale da sombra da morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem." (Salmo 23:4)
A vida é repleta de desafios e momentos difíceis, nos quais podemos nos sentir vulneráveis e amedrontados. O Salmo 23 nos traz conforto ao afirmar que Deus está conosco em todos os momentos, mesmo nos vales mais escuros. Sua "vara e cajado" simbolizam Sua proteção e cuidado, afastando os perigos e nos dando segurança.
5. Abundância e Generosidade: "Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos; unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda." (Salmo 23:5)
Deus é um Pai generoso que nos abençoa com abundância. O Salmo 23 nos mostra que Ele prepara um banquete para nós, mesmo diante de nossos inimigos, simbolizando Sua vitória sobre as adversidades. O óleo e o cálice transbordante representam a plenitude de Suas bênçãos em nossas vidas.
6. Bondade e Misericórdia: "Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para sempre." (Salmo 23:6)
A última lição do Salmo 23 é a certeza da bondade e misericórdia de Deus, que nos acompanham em todos os momentos da vida. Essa certeza nos traz esperança e alegria, sabendo que, mesmo diante dos desafios, podemos confiar no amor e cuidado divinos.
O Salmo 23 é um presente atemporal que nos convida a confiar em Deus, encontrar descanso em Sua presença, buscar Sua orientação, confiar em Sua proteção, desfrutar de Suas bênçãos e ter a certeza de Sua bondade e misericórdia. Que essas lições nos inspirem a viver uma vida plena e abundante, guiados pelo Bom Pastor.



22 de ago. de 2024

Religião e Política: Um Casamento Perigoso.


A relação entre religião e política é um tema complexo e controverso que tem sido objeto de debates acalorados ao longo da história. A ideia de que essa união pode ser "perigosa" é frequentemente levantada, e com boas razões.Por que essa relação é considerada perigosa? Vejamos algumas razões.

 * Intolerância e discriminação: Quando a religião se alia a um projeto político, pode gerar um clima de intolerância em relação a outras crenças e a minorias, levando à discriminação e à perseguição.
 * Limitação da liberdade: A imposição de valores religiosos em uma sociedade pode restringir a liberdade individual e a diversidade de pensamento.
 * Conflitos e guerras: Ao longo da história, inúmeros conflitos e guerras foram motivados por diferenças religiosas, demonstrando o potencial destrutivo dessa aliança.
 * Corrupção e abuso de poder: A manipulação da fé em benefício de interesses políticos pode levar à corrupção e ao abuso de poder.

Mas por que essa união é tão tentadora? Podemos citar os seguintes motivos:
 * Mobilização social: A religião possui um forte poder de mobilização social, o que a torna um recurso atrativo para políticos que buscam apoio popular.
 * Valores compartilhados: Muitas vezes, a religião oferece um conjunto de valores e princípios que podem ser utilizados para legitimar projetos políticos.
 * Identidade e pertencimento: A religião proporciona um senso de identidade e pertencimento a um grupo, o que pode fortalecer laços sociais e políticos.

E qual é o papel do Estado laico nesse contexto? O Estado laico busca garantir a liberdade religiosa e a separação entre Igreja e Estado. Essa separação é fundamental para proteger os direitos individuais, promover a diversidade e evitar conflitos religiosos.

O que podemos fazer para evitar os perigos dessa relação?

 * Diálogo e respeito: É fundamental promover o diálogo entre diferentes crenças e perspectivas, buscando o respeito mútuo e a compreensão.
 * Educação: A educação para a cidadania e para os direitos humanos é essencial para formar indivíduos críticos e tolerantes.
 * Fortalecimento das instituições democráticas: As instituições democráticas, como o Poder Judiciário e a imprensa, devem ser fortalecidas para garantir a liberdade de expressão e a igualdade de todos perante a lei.

Em resumo:

A relação entre religião e política é um tema complexo e cheio de nuances. Enquanto a religião pode inspirar valores positivos e promover a solidariedade, sua aliança com a política pode gerar sérios problemas. O desafio é encontrar um equilíbrio que permita a coexistência pacífica entre diferentes crenças e a construção de uma sociedade mais justa e democrática.



21 de ago. de 2024

A Influência das Redes Sociais na Relação entre Religião e Política

A internet e as redes sociais revolucionaram a forma como nos comunicamos, consumimos informações e nos relacionamos.

Nesse contexto, a relação entre religião e política também sofreu profundas transformações. Podemos caracterizar essa mudança nos seguintes elementos que vem acalorando as discussões como a religião tem influenciado a política ou está a religião.




Amplificação de Vozes e Mobilização

  • Democratização do discurso: As redes sociais oferecem um espaço para que grupos religiosos expressem suas opiniões e crenças de forma mais direta e ampla, sem a necessidade de intermediários.
  • Mobilização rápida: Campanhas e movimentos sociais com base religiosa podem ser organizados e divulgados rapidamente, alcançando um grande número de pessoas em tempo real.
  • Pluralidade de vozes: Diferentes interpretações e perspectivas religiosas encontram um fórum para o debate, enriquecendo a discussão sobre temas relevantes.

Polarização e Radicalização

  • Ecossistemas de informação: Algoritmos e bolhas de filtro podem reforçar crenças pré-existentes e criar ecossistemas de informação polarizados, dificultando o diálogo entre diferentes grupos.
  • Disseminação de fake news: A propagação de notícias falsas e desinformação pode inflamar conflitos e alimentar a intolerância religiosa.
  • Radicalização de discursos: A busca por visibilidade e a competição por atenção podem levar à radicalização de discursos e à intensificação de conflitos.

Novos Desafios para a Democracia

  • Manipulação da opinião pública: Atores políticos e religiosos podem utilizar as redes sociais para manipular a opinião pública e influenciar eleições.
  • Desafios para a verificação de fatos: A velocidade da informação nas redes sociais dificulta a verificação de fatos e a identificação de conteúdos falsos;
  • Privacidade e segurança: A coleta e o uso de dados pessoais nas redes sociais podem gerar preocupações em relação à privacidade e à segurança dos usuários

O Papel das Instituições Religiosas

  • Adaptação às novas tecnologias: As instituições religiosas precisam se adaptar às novas tecnologias e utilizar as redes sociais para fortalecer seus laços com os fiéis e promover seus valores.
  • Combate à desinformação: É fundamental que as instituições religiosas se engajem no combate à desinformação e promovam o diálogo inter-religioso.
  • Formação de líderes religiosos: A formação de líderes religiosos capazes de navegar nesse novo cenário digital é essencial para garantir um uso responsável das redes sociais.

Considerações Finais

As redes sociais representam uma oportunidade única para a divulgação de valores religiosos e a promoção do diálogo inter-religioso. No entanto, é preciso estar atento aos riscos da polarização, da radicalização e da manipulação da informação. A construção de uma sociedade mais justa e democrática depende de um uso responsável e crítico das tecnologias digitais

22 de set. de 2023

O Conceito de Imagem e Semelhança de Deus


Da mesma forma que a discussão acerca da sexualidade dos seres celestiais, o tema “imagem e semelhança de Deus” aplicável à criação do ser humano, não é consensual, como também não é consensual que ambas as expressões refiram-se à mesma coisa.

Gordon Clark, em seu artigo “A Imagem e Semelhança de Deus [1]”, defende que a imagem e semelhança não poderia ser a forma do corpo humano, conforme defendida por Justino Mártir, pois Deus, segundo Clark, não sendo carne e osso, não teria forma corporal.

Este também discorda das principais acepções defendidas por Gregório de Nissa, Agostinho e Tomás de Aquino, quando afirma que não há distinção entre “imagem” e “semelhança”. O autor defende que estes conceitos se referem, conforme exegese de 1 Coríntios 11:7, Filipenses 1:21, 2 Coríntios 5:1, 2 Coríntios 12:2, Gênesis 2:7, à mesma coisa: a alma, sendo que o corpo, é apenas instrumento da imagem, a casa da alma. No entanto, a alma humana depende do corpo para se expressar e ser “personalidade”.

Justino Mártir, no entanto, defende que o conceito de imagem se refere à forma singular e verticalizada do corpo humano, distinta dos demais animais.

Essa premissa me parece válida e discordando da grande maioria que acredita num Deus, strictu sensu, espírito, sem forma definida, parte da concepção de que não se pode confundir “espírito” com “sem forma”, “sem corpo”. Os seres espirituais têm forma e expressão corporal. É assim que aparece na Bíblia, com expressão humana, o corpo “semelhante” aos filhos dos homens, logo, a imagem e semelhança vem a referir, inclusive, a expressão e a postura (anatomia) corporal, além dos aspectos morais, a racionalidade, o conhecimento, a capacidade de julgar, a virtude, etc. Não é um, mas o conjunto, corpo e alma, que diferencia o humano dos seres animais irracionais.

Acreditar em um Deus e anjos incorpóreos, por serem espirituais, é reduzi-los a apenas a uma força, como a eletricidade e à luz. A acepção popular, derivada da filosofia e das ciências comportamentais é de que “espírito é tudo que é imaterial”. Esta acepção não se aplica ao criador, pois Deus não é uma força criadora como pregam muitos; Deus é uma pessoa, um ser espiritual porque não visível aos olhos humanos, no entanto um dia o veremos face a face, como afirma I Coríntios 13:12 e, só podemos ver o que existe de forma pessoal, com corpo, um corpo espiritual.

Quem prega que os seres espirituais como “sem corpo e sem forma” ignora o que a própria Bíblia diz sobre o tema. A primazia do material e a negação do mundo espiritual é princípio da ciência ateísta. É o erro teológico mais grosseiro que se pode cometer contra a pessoalidade de Deus e dos anjos!

Os relatos bíblicos de visão de anjos e do Senhor contraria a opinião dos que crêem no mundo espiritual sem forma, pois quem vê, vê alguma coisa e se vê alguma coisa, essa coisa tem forma. Em Isaías, capítulo 6, versículos 1, 2 e 6, o Profeta afirma que viu o Senhor assentado e com vestes (acreditamos ser aquele que mais tarde viria ao mundo e se chamaria Jesus, tendo em vista que o mesmo Jesus disse, conforme João 1:18, que ninguém viu o Pai) e serafins, estes tinham mãos, pés e rosto:

1.No ano da morte do Rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublimo trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2.Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.”...“6.Então um dos Serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva que tirara do altar com uma tenaz”.

Da mesma forma, o Profeta Daniel nos traz diversos relatos (Dn.10:5,10,16,18) de suas visões e acontecimentos que nos informa acerca do corpo dos seres celestiais e sua semelhança com o corpo humano.

Na transfiguração descrita nos Evangelhos de Mateus (Mt. 17:1-8), Marcos (Mc. 9:2-8) e Lucas (Lc 9: 28-36) vemos o relato de que aparecem com Jesus Cristo, Elias e Moisés. Eis aí um grande mistério! Ora, Elias não morreu mais foi arrebatado. Pra onde? Poderia alguém viver com um corpo humano e material na dimensão celestial? Onde está Elias? Moisés, por sua vez, morreu e foi sepultado. Então ambos não poderia ter aparecido com um corpo material e sim com um corpo celestial (conforme I Coríntios 15:50, “a corrupção não participará da incorruptibilidade.”). Esse corpo tem forma, a apresentação da forma humana. Essa forma humana nada mais é do que uma semelhança à forma do corpo dos seres celestiais ou espirituais.

Sobre a existência e natureza dos corpos espirituais o Apóstolo Paulo doutrina sobre esse tema no capítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios. Veja o que diz o mesmo nos versículos abaixo transcritos:

38. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria. 39. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes. 40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. 41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade. 42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; 43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; 44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. (...) 49. E, assim, como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. (...) 53. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade.”

Assim, contrariando a tese de que o corpo humano não poderia ter sido criado à imagem e semelhança de Deus e dos anjos porque estes não teriam corpo, por seres espirituais, a exegese bíblica afirma de que há corpos espirituais.

Quanto à alma humana, uma vez cedida por Deus, ela é imortal, não sendo, no entanto, eterna, visto que a eternidade contraria a noção de criação e a tornaria divina. Em outros termos, a alma não é preexistente ao corpo, é cedida por Deus na gestação.

Os aspectos, morais, emocionais, racionalidade, justiça, etc., que nos torna diferentes dos demais animais resultam da alma. Eles (os animais, as plantas) têm corpo, mas não se expressam com “conhecimento do bem e do mal”, pois como disse a serpente à Eva, não são iguais a Deus, não tem a imagem e semelhança de Deus.

Observe que em Genesis 3, vemos um homem em sua pureza, na mais completa inocência do “bem e do mal”, desconhecedor inclusive de sua própria nudez e quiçá de seu sentido existencial. Este homem em parte era como “Deus” ou em outros termos, certos aspectos da “imagem e semelhança” divina existiam apenas potencialmente. A serpente mentiu quanto à imortalidade não quanto à capacidade de tornar a característica “conhecedor do bem e do mal” de imanente em efetiva:

Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal...” Gen.3:22a.

Assim, não é bíblico acreditar que o homem tenha perdido sua semelhança com o divino após o pecado. A perda é em parte, pois como disse o próprio Deus “o homem se tornou como um de nós” para o bem e para o mal.

Os animais irracionais não são bons e maus. Seguem apenas seus instintos naturais de defesas e sobrevivência. Ser bom ou mal pressupõe a capacidade de decisão, isto é, racionalidade. Esta capacidade em Adão somente se manifesta após a reação de Eva diante das opções entre obedecer a Deus e viver seu livre arbítrio. Decidir em função das opções foi o ato em que ele “se tornou igual aos seres celestiais”.

Sobre esse assunto, Gordon Clark (p.4), discorrendo sobre as teses de Tomás de Aquino e Bellarmin diz:

O homem, portanto, não foi estritamente criado justo. Adão era no principio moralmente neutro. Talvez ele não tenha sido nem mesmo neutro. Bellarmin fala do Adão original, composto de corpo e alma, como desordenado e enfermo, afligido com um morbus ou langor que precisava de um remédio. Todavia, Bellarmin não disse exatamente que esse morbus era pecado; antes, ele era algo desafortunado e menor do que o ideal. Para remediar esse defeito, Deus deu o dom adicional da justiça. A queda de Adão, então, resultou na perda da justiça original, mas ele caiu somente para o nível moral neutro no qual ele tinha sido criado. Nesse estado, por causa do seu livre-arbítrio, ele é capaz — pelo menos num grau pequeno — de agradar a Deus.”

Assim, pode-se concluir que embora o pecado segregue o homem de seu criador e possa até destruir a sua semelhança “moral” com o divino, conforme aconteceu com a sociedade pré-diluviana, conforme relato de Genesis 6.5:

5. Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mal todo o desígnio do seu coração.”

Certos aspectos da imagem e semelhança não podem ser destruídos, porque ele envolve corpo e alma e, o primeiro só se desfaz com a morte física e o último, como diz Salomão no Livro de Eclesiastes 12:7, como parte do poder vivificador divino cedido na criação ou nascimento, volta ao seu criador, com a destruição do tabernáculo terreno, o corpo:

7. Antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, 8. E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu.”

Assim, concluímos que também o corpo humano, a estrutura vertical, foi criado à semelhança e imagem de Deus e dos Anjos.


Este texto é de autoria de Lucio Maciel
Material de divulgação do Ebook a ser lançado em 2013 "A Recriação de Adão: Refutações a Tese Maçônica-Rosacruzes".

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[1] Tradução de publicado no site Monergismo, tradução de Felipe Sabino de Araújo Neto.
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18 de abr. de 2012

Considerações Sobre o Corpo e Sexo dos Anjos

Existe referência a anjos em 35 livros da Bíblia, sendo citados em duzentas e setenta e cinco referências. O que são anjos? Uma ordem de seres, criados antes dos seres humanos, criados para o serviço operacional na dimensão espiritual no Reino de Deus. São seres que só executam ordem. Essa é sua função, daí a expressão “anjo” que significa “mensageiro”.

Não é possível precisar o momento em que Deus, sendo infinito e eterno, decidiu criar os anjos e suas classes ou hierarquias, no entanto, é possível crer que há anjos com diferentes temporalidades da mesma forma que existem relações de hierarquia e subordinação entre anjos e que, talvez, Deus continue a criar anjos ainda hoje. É um mistério!

Sendo o homem e também os anjos criados à imagem e semelhança de Deus, cabe aqui a pergunta secular, partindo da premissa que naquele conceito, “imagem e semelhança”, abrange também a forma (anatomia) do corpo, qual o sexo dos anjos?

A criação do homem poderia “dar” luz ou lançar mais trevas sobre esta pergunta? A resposta é, depende da fonte e referência utilizada.

A tese aqui que tentamos mostrar é que, se o homem foi criado à semelhança de Deus, os anjos não poderia ter sido criados doutra forma a não ser também, imagem e semelhança de Deus. Então, por dedução, a criação dos anjos, sua forma física, explicaria a criação do homem. No entanto, não temos nada sobre a criação dos anjos, exceto teorias, assim, buscaremos na gênese do homem a definição da anatomia do corpo angelical, porque a forma e anatomia do corpo humano foi inspirada na criação anterior, os anjos.

Quanto ao corpo, discordando da grande maioria que acredita que anjos são seres sem “corpo”, sem forma definida, defendemos que não se pode confundir “espírito” com “sem forma”, “sem corpo”. Os seres espirituais têm forma e expressão corporal. É assim que aparece na Bíblia, com expressão humana, o corpo “semelhante” aos filhos dos homens, logo, a imagem e semelhança vem a referir, inclusive, a expressão e a postura (anatomia) corporal, além dos aspectos morais, a racionalidade, o conhecimento, a capacidade de julgar, a virtude, etc.

Os relatos bíblicos de visão de anjos e do Senhor contraria a opinião dos que crêem no mundo espiritual sem forma, pois quem vê, vê alguma coisa e se vê alguma coisa, essa coisa tem forma. Em Isaías, capítulo 6, versículos 1, 2 e 6, o Profeta afirma que viu o Senhor assentado e com vestes (acreditamos ser aquele que mais tarde viria ao mundo e se chamaria Jesus, tendo em vista que o mesmo Jesus disse, conforme João 1:18, que ninguém viu o Pai) e serafins, estes tinham mãos, pés e rosto:

“1.No ano da morte do Rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublimo trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2.Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.”...“6.Então um dos Serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva que tirara do altar com uma tenaz”(grifo nosso).

Da mesma forma, o Profeta Daniel nos traz diversos relatos (Dn.10:5,10,16,18) de suas visões e acontecimentos que nos informa acerca do corpo dos seres celestiais e sua semelhança com o corpo humano.

Na transfiguração descrita nos Evangelhos de Mateus (Mt. 17:1-8), Marcos (Mc. 9:2-8) e Lucas (Lc 9: 28-36) vemos o relato de que aparecem com Jesus Cristo, Elias e Moisés. Eis aí um grande mistério! Ora, Elias não morreu mais foi arrebatado. Pra onde? Poderia alguém viver com um corpo humano e material na dimensão celestial? Onde está Elias? Moisés, por sua vez, morreu e foi sepultado. Então ambos não poderia ter aparecido com um corpo material e sim com um corpo celestial (conforme I Coríntios 15:50, “a corrupção não participará da incorruptibilidade.”). Esse corpo tem forma, a apresentação da forma humana. Essa forma humana nada mais é do que uma semelhança à forma do corpo dos seres celestiais ou espirituais.

Sobre a existência e natureza dos corpos espirituais o Apóstolo Paulo doutrina sobre esse tema no capítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios. Veja o que diz o mesmo nos versículos abaixo transcritos:

“38. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria. 39. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes. 40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. 41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade. 42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; 43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; 44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. (...) 49. E, assim, como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. (...) 53. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade.”

Quanto ao sexo dos anjos, existem duas correntes, sendo que a primeira, tese judaico-cristã, defende a tese de que são seres masculinos assexuados e, a segunda, tese maçônica-rosacruzes [1], de que se trata de seres andróginos, dotados de ambos os sexos, representando elemento de perfeição e totalidade como aponta Paula Sandrine Machado [2], citando Mircea Eliade:

“A idéia da totalidade, da união dos opostos em um só ser, é o que fundamenta, em última instância, o pressuposto da androginia dos seres divinos. Dentro dessa lógica, o sexo dos anjos, expressão que dá nome a esse artigo, não remeteria ao fato de que anjos são seres sem sexo, sem idade ou outros atributos humanos. Pelo contrário, a figura do anjo, que alude à divindade, é justamente capaz de traduzir a possibilidade da existência de uma variabilidade de sexos.”

Heindel em “Maçonaria e Catolicismo” (p.31) teorizando sobre este tema à luz da teoria maçônica-rosacruzes afirma que os anjos, que ele denomina de divinas hierarquias ou os Elohim, eram hermafroditas com capacidade de procriação mediante “sexo” psíquico:

“... sob a direção dos anjos, com o propósito de construir uma laringe e um cérebro para que o homem pudesse aprender a criar pelo pensamento como fazem as divinas hierarquias...não pode mais criar fisicamente de si mesmo, como fazem as plantas hermafroditas, nem psiquicamente como fazem os Elohim, os Hierarcas masculino-feminino...”          

Se utilizarmos a Bíblia e a teologia judaico-protestante como referência, iremos admitir, pelo consenso teológico, que os anjos são seres com corpo espiritual semelhante à forma humana, salvo as raras exceções descritas pelo Apostolo São João e pelo Profeta Ezequiel [3], o que parece indicar uma casta especial de anjos, que executam e cumprem missões específicas.

É no livro de Genesis onde ocorre a maior parte das aparições e interações de anjos com seres humanos. Todos aparecem como seres humanos com forma masculina, sendo que alguns, inclusive, manifestaram-se alimentando de comidas materiais, carne e pão, conforme capítulo 18 deste Livro, versículos 1-8:

“1. O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia. 2. Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra. 3. “Meus senhores, disse ele, se encontrei graça diante de vossos olhos, não passeis avante sem vos deterdes em casa de vosso servo. 5. Descansai um pouco sob esta árvore. Eu vos trarei um pouco de pão, e assim restaurareis as vossas forças para prosseguirdes o vosso caminho; porque é para isso que passastes perto de vosso servo.” Eles responderam: “Faze como disseste.” 6. Abraão foi depressa à tenda de Sara: “Depressa, disse ele, amassa três medidas de farinha e coze pães.” 7. Correu em seguida ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom, e deu-o a um criado que o preparou logo. 8. Tomou manteiga e leite e serviu aos peregrinos juntamente com o novilho preparado, conservando-se de pé junto deles, sob a árvore, enquanto comiam.”

Não há menção a anjos femininos na Bíblia, o que nos leva a concluir que os anjos também seriam seres “masculinos”, sem órgãos sexuais, tendo em vista que a procriação é vedada aos anjos e, portanto, a existência de órgãos sexuais não funcionais seria contraproducente a sua condição espiritual, conforme testemunho de Jesus Cristo, no Evangelho de São Mateus, capítulo 22 e versículo 30, refutando assim, a tese e maçônica-rosacruzes de Heindel, da androginia dos seres divinos.

[1] Max Heindel, Maçonaria e Catolicismo, publicação da internet.
[2] Paula Sandrine Machado, O Sexo dos Anjos, Cadernos Pagu, jan/jun, 2005, pp. 249-281
[3] Livro do Profeta Ezequiel, Capítulos 1 e 10; Livro de Apocalipse de João, Capítulo 4.


Este texto é de autoria de Lucio Maciel, material de divulgação do Ebook a ser lançado em 2013 "A Recriação de Adão: Refutações a Tese Maçônica-Rosacruzes".

25 de set. de 2011

Refutações ao Dia Longo de Josué

Na Tradução do Novo Viver do Livro de Josué (Josué 10: 12), relata uma passagem em que Josué, sucessor de Moisés, estando em Guerra contra os Amorreus, ora ao Senhor Deus para quê o Sol e a Lua se detivesse, que ficou conhecida teologicamente como o "Dia Longo de Josué":                                                      

A Teoria Geocêntrica utizou-se desse texto, bem como os críticos da Bíblia, para provar, de um lado, que seria a Terra o centro do Universo, e por outro lado, negar a veracidade da Palavra Divina.

A Teoria Geocêntrica, fundamentada no entendimento teológico "errado" acerca da criação descrita em Gênesis 01:14, que afirma, em primeira análise, que o Sol e a Lua foram criados ou surgiram primeiro que o surgimento da Terra:


Conforme aponta a Wikipédia sobre a Teoria Geocêntrica é,

"... Na Antiguidade era raro quem discordasse dessa visão. Entre os filósofos que defendiam esta teoria, o mais conhecido era Aristóteles. Foi o matemático e astrônomo grego Claudius Ptolomeu (78-161 d.C.) quem, na sua obra "Almagesto", deu a forma final a esta teoria, que se baseia na hipótese de que a Terra estaria parada no centro do Universo com os corpos celestes, inclusive o Sol, girando ao seu redor. Essa visão predominou no pensamento humano até o resgate, feito pelo astrônomo e matemático polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), da teoria heliocêntrica, criada pelo astrônomo grego Aristarco de Samos (310-230 a.C.).”

Esta teoria, como destacava as mudanças, pela observação científica, da visão do universo, Teve como ponto de destaque a publicação por Copérnico de Seu Livro, De revolutionibus orbium coelestium ("Da Revolução de esferas celestes"). Nessa obra, defendia-se que o Planeta Terra era apenas mais um planeta que concluía sua órbita em torno do sol em um ano, movimento de translação, e que girava em torno do seu eixo, movimento de rotação, o dia inteiro.

O Movimento da Terra em torno do Sol, denominado de Movimento de Translação, tem uma duração aproximadamente de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. O texto abaixo citado, extraído do site http://nautilus.fis.uc.pt/astro/hu/movi/corpo.html é bem elucidativo sobre o papel desse movimento:

“Observando com atenção do mesmo lugar (podemos usar o relógio de Sol construído na experiência anterior), verificamos que o Sol nem sempre nasce no mesmo lugar do horizonte e nem sempre se põe no mesmo lugar. Então onde fica a direção do Oriente em relação a certo lugar? De fato, o Sol só nasce exatamente no oriente e só se põe exatamente a ocidente nos dias 21 de Março e 23 de Setembro (os equinócios de que já falamos). Mas, qualquer que seja o dia do ano, passado um ano (cerca de 365 dias), o Sol volta a nascer no mesmo lugar. Por outro lado, observando ao longo do ano também do mesmo lugar, mas de noite, verificamos que o aspecto do céu, à mesma hora da noite não é o mesmo de todos os meses. Mas tudo se repete de ano a ano. Vemos o céu noturno diferente em todos os meses, porque a Terra está a mover no espaço e “fica virada” para zonas diferentes do céu à medida que os meses passam...”












Figura 1: Movimento de Translação


O Movimento de Rotação consiste no movimento giratório da Terra em torno do seu eixo, gerando dias e as noites, conforme observa-se na figura 2, abaixo:






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  Figura 2: Movimento de Rotação

  
Na figura abaixo é possível  visualizar o movimento conjunto de rotação e translação:

 


Figura 3: Movimento Conjunto Translação e Rotação


Qual a relevância desta apresentação para o estudo do Dia Longo de Josué? A relevância advém da consciência teológica de que a afirmação bíblica de que o Sol e a Lua pararam deve ser entendida do ponto de vista do contexto histórico.

Naquela época acreditava-se que a Terra era o centro do Universo. O que aconteceu de fato é que não adiantava o sol parar, pois o movimento da Terra em relação ao Sol, o movimento de translação, não produz noite e dias. A TERRA PAROU, isto é, o movimento de rotação da terra em torno do seu próprio eixo desacelerou, este é o movimento que produz dias e noites. 

Dessa forma conclui que, aquele espaço geográfico onde acontecia uma guerra entre os israelitas e os amorreus ficou iluminado com a luz solar porque ocorreu, após a oração de Josué, um movimento de desaceleração rotacional da terra em torno do seu próprio eixo, como demonstra a ilustração da figura abaixo:
























Figura 4: Movimento Rotacional da Terra


Se quiser saber mais sobre os movimentos de rotação e translação e seus efeitos sobre os dias e noites consulte as fontes indicadas abaixo:




Esse texto é de autoria de Lucio Maciel, atualizado em 25/09/2023.

15 de nov. de 2010

Rock e Satanismo

Diferente de alguns estilos musicais, o rock é mais que um estilo musical, é estilo de vida ou ao menos se propõe a ser.

Essa é a lei do rock. É comum àqueles que começam a gostar do rock começar paulatinamente a alterar seu padrão comportamental àquele preconizado pelo rock: rebeldia contra os costumes vigente, ateísmo, hedonismo como estilo de viver, com ênfase na busca das sensações e do prazer imediato e sem limites, tais como drogas, sexo, etc, e individualismo exacerbado. 

Precisava ser assim? Não! A estilos de rock que tentam se afastar da rebeldia, do hedonismo e do individualismo. Estimular uma consciência coletiva, a solidariedade e o prazer com responsabilidade é o que se propõe o rock religioso e rock moderno.
 
No entanto, os principais ou tradicionais grupos de rock internacional estão vinculados ao satanismo como modelo de vida. Dentre estes grupos posso citar o AC/DC que escancara abertamente sua visão destruidora da sociedade cristã ocidental ao louvar e conduzir milhares de jovens à busca do ideal satânico.

Seu grande sucesso, "Hell's Bells", literalmente "Sinos do Inferno", do álbum Black In Black, convoca legiões de jovens, homens, mulheres e crianças a cantarem em louvou ao satanismo.

De acordo com o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Back_in_Black, Black In Black é o album de rock mais vendido de todos os tempos e o segundo mais vendido da historia, tendo vendido, com dados de novembro de 2010, 49 milhões de cópias.

Conforme aponta a "Classic Rock Magazine" em http://www.classicrockmagazine.com/news/acdc-make-fortune-on-tour/#more-36194, a banda foi, também, campeã mundial em venda de ingressos em 2010, alcançando a segunda maior arrecadação da história do rock, em 168 shows e 441,6 milhões de dolares na turnê Black Ice (Gelo Negro).

Seu grande sucesso musical é a música Hell's Bells que serviu de inspiração para a realização do show de apresentação do álbum, o "Hell's Bells Show", onde foi apresentado o grande sino pesando 1.300 kg. Veja o que diz a letra da música literalmente. Nós a cantamos, estupidamente a cantamos em inglês, parece bonita, traicoeiramente bonita, mais estamos, acredite se quiser entregando nossa vida ao inimigo de Deus:

Este o grande sucesso, Hell's Bells (Sinos do Inferno) do álbum de rock mais vendido de todos os tempos, traduzido para o português no site http://whiplash.net/materias/traducoes/004656-acdc.html :

"Sinos do Inferno
Sou um trovão motorizado, uma chuva que cai
Eu estou chegando como um ciclone
Meus relâmpagos brilhando pelos céus
Você é apenas jovem mas vai morrer
Não vou fazer prisioneiros, não vou poupar vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Satã vai te pegar

Sinos do inferno
Sim, sinos do inferno
Eu estou badalando sinos do inferno
Minha temperatura é alta, sinos do inferno

Eu vou dar a você sensações negras
Espinha abaixo
Se você é demoníaco é meu amigo
Veja minha luz branca brilhando enquanto saio na noite
Porque se o bem está à esquerda
Eu estou à direita
Não vou fazer prisioneiros, não vou poupar vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Satã vai te pegar"

Bon Scott , vocalista principal do grupo, foi encontrado morto em 19/02/1980, asfixiado pelo próprio vômito, após uma noite de bebedeira. Em outro sucesso, "Highway To Hell", cuja tradução do título é "Autoestrada Para O Inferno", a banda canta o caminho que segue e pede pra prosseguir:

"Vivendo fácil, vivendo livre
Em rumo a uma estrada de mão única
Sem perguntas, me deixe viver
Pegando tudo em meu caminho

Não preciso de razão, não preciso de ritmo
Não tem nada que possa fazer
Partindo, é hora da festa
Meus amigos também vão estar lá

Estou na autoestrada para o inferno
Autoestrada para o inferno
Autoestrada para o inferno
Estou na autoestrada para o inferno

Sem sinais de "pare", sem limites de velocidade
Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade
Como uma roda, vou girar
Ninguém vai se meter comigo

Ei Satanás! Paguei minhas dívidas
Tocando em uma banda de rock n' roll
Ei mamãe, olhe para mim
Estou no meu caminho para a terra prometida

Estou na autoestrada para o inferno
Autoestrada para o inferno
Estou na autoestrada para o inferno
Autoestrada para o inferno

Não me pare!
...."

Triste caminho, mais muitos decidiram ir junto e cantar com o grupo. Será que é apenas uma música? Qual o poder da música influenciar nossas decisões e estilos de vida. É possível cantar uma música dessa, seguir o estilo de vida preconizado pelo satanismo e pelo rock que canta pra o Diabo e ao mesmo tempo ser de Deus?

A revolta contra Deus e a religião tem como o rock um instrumento poderoso. Pessoas que em sã consciência jamais pediria ao Diabo para o levar ao inferno, invocar a Satanás, etc, cantam, e ao cantar pedem, implora para serem possuídos pelo mal, expressam revolta contra a sociedade e contra a imagem de Deus.

Que o rock mude, se é possível, para o bem da sociedade, pois uma sociedade anômica e anárquica como a pregada pelo rock não é a alternativa, e se é, não é preferível, pois não evoca construção e sim desconstrução permanente e eterna.

 
"Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer, pois aquilo que o home semear, isso também ceifará." Gálatas 6.7

Quantos Anos Noé Usou na Construção da Arca?

É notório entre os cristãos a tese de que Noé construiu a Arca em 120 anos. Tal interpretação firma-se, na exegese isolada, no versículo...